quarta-feira, 20 de junho de 2012

BÉLA TARR



Béla Tarr nasceu em 1955. É um cineasta húngaro.
Os seus filmes são, veementemente, perturbantes. Recentemente saiu em Portugal "O cavalo de Turim", o derradeiro filme de Tarr. Sugiro este link para visualizarem uma entrevista.

http://ipsilon.publico.pt/cinema/entrevista.aspx?id=306369






MARIA KEIL




Maria Pires da Silva Keil do Amaral nasceu em Silves, 9 de Agosto de 1914 - Lisboa, e faleceu a 10 de Junho de 2012.
Foi uma pintora portuguesa e pertenceu à 2ª geração de pintores modernistas portugueses. Ao longo da vida utilizou, com enorme liberdade de movimentos, uma linguagem que articulou entre a figuração e o universo formal frequentemente geometrizado, simplificado.

Sobre a obra de Maria Keil escreveram:
Misturando linguagens e valores, Maria Keil pressente a via de uma condição contemporânea que reutiliza sucessivas e díspares poéticas como signos operativos, visando a disponibilidade absoluta do entrosamento das formas e das cores.






sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

SEBASTIÃO SALGADO



Sebastião Salgado nasceu em 1944 em Aimorés do estado de Minas Gerais, (Brasil). É um dos maiores fotojornalistas mundiais. Demarca-se por uma obra bastante original que se debruça sobretudo nos movimentos das populações mais desfavorecidas da sociedade.
Tem cerca de dez livros publicados de fotografia, onde se destacam os títulos Trabalhadores – 1993; Terra – 1997 e Êxodos – 2000.














sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pina Bausch



Pina Bausch nasceu em 1949 em Solingen, (Alemanha) e faleceu em 2009 em Wuppertal, (Alemanha). Foi coreógrafa, dançarina, pedagoga de dança e directora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch.
Renovou a dança-teatro através de contraposições estéticas associadas a uma linguagem corporal de estrema originalidade.
Participou na longa metragem Hable Con Ella do realizador Pedro Almodóvar.

Recentemente, Wim Wenders realizou um filme sobre Pina Bausch intitulado Pina.











segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sétimo livro de Luís Aguiar


DESARRUMAÇÃO DO FRIO

prémio literário externato de Vila Meã/Editora Labirinto




Regressa ausente como um filho bíblico
perdido
ou traz em verdade um golpe no respirar
O álgebra em ritmo queimar-te-á a língua
também os meus dentes me doem
quando fustigo as urtigas
O início
brasa madre que tatua o pensamento
não saberei procurar
outra coisa sal talvez ou uma rosa
aperfeiçoada pela guerra
Embora o sono esteja desarrumado
canta o canto
porque é breve a ondulação do lume
enrolar-se-á sempre ao ventre
enchê-lo-á
com o bater velocíssimo do sémen
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Como dói o odor da memória
O corpo
suporta a pressão das palavras
estaca de água suada
e num tendão fistulam-se
os nervos
O homem nasce
na transpiração das veias
como hei-de dizer?
As mãos lavadas de Pôncio Pilatos
com os tecidos da cruz
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Tocar com a língua doce
o sorvo do sangue
cosida veia ao coração
A carne recua
às proximidades do barro
Sempre a mão incendiou
a vogal
a luz treme áspera sob a roupa

Há-de alguém encher o vento
agudo número
retalhado pela faca

Canto cob-
alto
diz a canta da água
Aflige-se a poeira
ao voltar a ser sangue
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O frio sangue da mãe aqueceu o choro
da minha luz
sua vulva incomodamente de vigia
Vim do desconhecido
o filamento de carne
fronteira ou porta onde o filho canta
por ter consumado o rasgo
das pétalas maternas
E este lume é o primeiro indício
de amor
envelhecido na desfasada placenta
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Traço a traça do respiro
o sangue ecoa pelas veias –
o sangue escoa pelo sangue

O anjo mau dentro de Caim
o início do homem pensado por Kubrick
um macaco a alvorecer a melancolia
e o alimento
antigo mármore em ferida ao alto
curva de sopro
os cornos do anjo a roçarem o céu
furiosamente
com o lume a precipitar-se dos olhos
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Luís Aguiar
Editora Labirinto 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Charlie Chaplin





Charlie Chaplin nasceu em Londres (Inglaterra) em 1889 e faleceu em Corsier-sur-Vevey (Suiça) em 1977. Foi actor (do cinema mudo), produtor, comediante e dançarino entre outras profissões.


Acredito no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror.

Eu continuo a ser uma coisa só, apenas um palhaço, o que me coloca a um nível bem mais alto que o de qualquer político.

Não creio em nada e de nada descreio. O que concebe a imaginação aproxima-nos tanto da verdade como o que pode provar a matemática.